sexta-feira, 12 de abril de 2013
Invernoso
O nosso digladiar é como o da tempestade e o concreto, de ambas as visões.
Quando eu te olho, sou a tempestade, descarrego milhões de energias ao mesmo tempo e, quando todas as minhas emoções se encontram num só corpo, sinto um pulsar estranho por todas as minhas artérias, é como se no instante em que eu te olhasse eu congelasse e não conseguisse fazer nada consciente.
Que mágica é essa? Todos os meus sentidos se voltam a você e eu não consigo nem me recuperar antes de pronunciar um "oi" gaguejando, suando frio, estremecendo por dentro e completamente inconsciente do que estou fazendo ou dizendo. É um abuso o que a sua presença causa ao meu corpo e alma.
Mas na maioria das vezes a tempestade é você. Como quando você me olha. Seus olhos são como duas flechas indo em uma só direção...e há quem pense que eles vão na direção dos meus olhos...negativo. Seus olhos flutuam diante dos meus, mas não são eles os atingidos, antes fosse.
Seus olhos buscam algo atrás da minha pele, olhos, veias, sangue, crânio e cérebro. Não consigo dizer para onde vai o seu olhar (talvez para minha mente e memória) mas tenho certeza que eles fazem um belo estrago quando chegam.
E eu, mero concreto, recebo tudo isso em frações de segundos. Sem poder negar, me defender ou rebater.
Acabou, a tempestade passou. Mas e essa bagunça toda que ficou, quem vai arrumar? O sol não vai demorar a aparecer...algumas semanas para me recuperar antes da próxima tempestade.
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