quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Notre baiser

Como é possível um beijo ser tão ímpar e ao mesmo tempo tão diversificado? A sensação que flui quando a minha boca encosta na sua é tão formidável que chego a temer tal emoção. Mas volto a enfatizar o quão diversificado é o nosso beijo, digo, ele existe de vários jeitos e em variados momentos. Como quando a gente se olha... você consegue desvendar o que acontece quando o nosso olhar se fixa? Eu não sei como acontece, mas acontece de forma ágil e apurada. Minhas artérias se descontrolam, minha frequência cardíaca aumenta e a minha respiração vai ficando mais e mais ofegante a cada passo que você dá a minha direção. É aí que vem o nosso segundo beijo, ele ocorre exatamente quando a gente se toca. Existe uma descarga elétrica inexplicável no mesmo momento em que a sua mão toca o meu rosto e isso resulta num abalo emocional tão excessivo que eu sorrio, mesmo sem que esse seja o meu objetivo nessa atual conjuntura. Mas enfim vem o último e talvez mais solene beijo. Nossos lábios se aproximam e mesmo antes deles se tocarem, eu já consigo sentir a paz que vem preliminarmente. Agora o máximo que eu consigo fazer é fechar os olhos.